A França está a investir de forma massiva na China e comemora o que pode ser um dos grandes negócios do ano. A empresa francesa Areva ganhou um contrato de exploração milionário para a construção de dois reactores nucleares de terceira geração para a China Guangdong Nuclear Power Group (CGNPG). No entanto, não há conhecimento se a empresa de electricidade francesa (EDF) estará envolvida nesse processo.
Apesar de não haver maiores informações, o diário Le Figaro adianta que o negócio pode envolver também o fornecimento de urânio para o grupo chinês.
A vitoria da Areva foi vista como uma “vingança” em relação à perda do chamado “contrato do século” para a norte-americana Westinghouse, no ultimo mês de dezembro, para o fornecimento de quatro reactores para o mesmo cliente chinês.
O reactor a ser construído pela Areva é o segundo do tipo EPR – reactor europeu à água sob pressão – o primeiro foi feito para a Finlândia, teve um custo de 3 milhões de euros, mas ainda não foi posto em funcionamento. O mecanismo tem potência total de 1600 Megawatts e vida útil de sessenta anos.