airbusOs sindicatos estão em movimento. A supressão de 10 mil empregos pela Airbus até 2010 causou revolta no meio dos trabalhadores franceses. Os números dos despedimentos franceses chegam a 4300 funcionários, na sua maioria da fábrica de Toulouse, onde trabalham 13500 pessoas. Os outros paises atingidos pela demissão colectiva são Espanha, Alemanha e o Reino Unido.
De acordo com os dirigentes sindicais, estão já previstas jornadas de greve e manifestações nacionais contra a medida tomada pela companhia europeia de aviação. “Todos os trabalhadores estão em alerta”, avisa Jean-François Knepper, da comissão de trabalhadores da Airbus.
Obviamente a oposição francesa já está a tirar dividendos da crise na companhia, que tem França e a Alemanha como principais motores de funcionamento. Nicolas Sarkozy, actual ministro do Interior, é o alvo principal. Por sua vez, o primeiro-ministro Dominique de Villepin refere que a reestruturação era “necessária”.
Os trabalhadores reclamam que os cortes são sempre efectuados do lado dos colaboradores e ao mesmo tempo a opinião publica francesa sente que a reducção é uma espécie de “mal necessario” para que a Airbus – orgulho aeronáutico francês – siga firme e forte no mercado conturbado da aviação.